Deputado Renato Freitas enviou ofícios pedindo que autoridades investiguem atuação de irmão do secretário de Segurança, Hudson Teixeira, em suposto esquema de “Queima de Arquivos” dentro do no sistema carcerário do Paraná
O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) protocolou nesta sexta-feira (11) ofícios à Promotoria de Patrimônio Público e ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, além da Controladoria Geral do Estado (CGE) e também ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Tribunal de Justiça (GMF-TJPR), pedindo investigações sobre a denúncia de morte com intuito de “Queima de Arquivo” no sistema carcerário do Paraná.
Segundo a denúncia recebida pelo parlamentar, em junho de 2023, foi feita uma transferência irregular de um detento do sistema prisional, a pedido do servidor público estadual Alisson Souza de Andrade – atualmente lotado na Secretaria da Administração e Previdência.
Alisson é irmão do secretário de Estado da Segurança Pública, Hudson Teixeira. O detento em questão foi encontrado morto horas após a transferência.
Consta da denúncia que “Marlon foi colocado numa cela sozinho e foi encontrado enforcado horas depois. O detento Marlon estava preso por tráfico de drogas e teria relação com a milícia que atua na CIC”.
Diante do conteúdo da denúncia e das irregularidades verificadas pelo deputado Renato Freitas, foi levantada a suspeita de que a transferência pode ter ocorrido em virtude de um esquema que envolveu outros agentes públicos, com objetivo de ocultação de provas, de negligência e desvio funcional.
“A denúncia aponta que Ananda Chalegre foi indicada para direção do Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) no lugar de Reginaldo Peixoto. Reginaldo teria pedido investigação da morte de um detento e demitido o corregedor que não fez a investigação”, destaca.
“Ananda assumiu o Depen e o primeiro ato dela foi nomear novamente o corregedor que não trabalhava”, diz.
Segundo a denúncia e registros de documentos, o detento Marlon foi encontrado morto horas depois de uma transferência solicitada por e-mail pelo irmão de Hudson Teixeira, Alisson, que estava lotado na secretaria da Previdência. “Isso é indício de crime organizado na Secretaria da Segurança”, afirma.
“O detento Marlon fazia pagamentos para a milícia da CIC. E morreu depois de ser transferido pelo irmão do secretário”, diz a denúncia recebida pelo parlamentar.
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