Três policiais militares foram presos sob suspeita de integrar organização criminosa, fornecer armas a traficantes, desviar drogas e forjar flagrantes. O caso ocorreu nesta quarta-feira (25), em Maringá, região norte do estado.
A investigação teve início após uma operação contra o tráfico realizada em 2023, quando um celular foi apreendido. A extração de dados do aparelho indicou a existência de um possível esquema envolvendo policiais e criminosos. Um dos agentes também é investigado por suspeita de cometer assassinatos sob encomenda.
Em 2025, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) aprofundou a apuração. Segundo o coronel José Renato Mildemberger, as informações obtidas no celular deram origem às diligências que resultaram nas prisões. A investigação se baseou na análise técnica de dados digitais.
Projetos que tratam da instalação de câmeras corporais em fardas e viaturas propõem o uso de equipamentos capazes de realizar o registro audiovisual contínuo das abordagens, com armazenamento das imagens para eventual consulta.
Em outro caso, no Rio de Janeiro, as imagens captadas por câmeras corporais foram utilizadas na fiscalização e investigação da atuação da PM, e registraram policiais militares retirando um fuzil AK-47 e peças de veículos durante uma megaoperação que resultou em ao menos 122 mortes. O episódio foi revelado pelo programa Fantástico e integrou investigação sobre desvio de armamentos.
Nos últimos anos, o governo estadual tem ampliado o investimento em armamentos e equipamentos. Em setembro de 2025, Ratinho Jr. realizou a maior compra de fuzis da história do estado, 3.711 novas armas, além de helicópteros, carros blindados e outros itens de nível militar. Atualmente, a PM utiliza cerca de 300 câmeras corporais, ainda em fase de testes há quase dois anos.
Câmeras corporais já!
Na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), tramitam projetos de autoria do deputado estadual Renato Freitas que tratam da ampliação de mecanismos de registro e controle da atividade policial. Para Freitas, existe a necessidade de que o uso das câmeras seja assegurado por lei, para que, só assim, possa existir uma fiscalização efetiva sobre as forças de segurança.
“Se alguns agentes da segurança pública agem apagando provas e ameaçando testemunhas, é preciso garantir, por força de lei, que a sociedade possa ter instrumentos para se proteger da violência policial”, afirma.
O Projeto de Lei 448/2019 torna obrigatória a instalação de câmeras de vídeo e áudio nas viaturas e nos uniformes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, com transmissão em tempo real para sistema central e armazenamento das imagens por seis meses. O PL 38/2024 estende a exigência a vigilantes e seguranças privados.
Além desses, também tramitam o PL 929/2023, que proíbe agentes de segurança de utilizarem filmagens e imagens de operações em redes sociais, e o PL 25/2024, que estabelece medidas obrigatórias após casos de letalidade policial, como afastamento imediato do agente envolvido e investigação independente.

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