Renato Freitas critica ‘pseudo-influenciadores’ em audiência na Assembleia

Deputado alertou para onda de intrigas e notícias falsas que buscam ‘views e likes’ e confundem eleitor

O deputado estadual Renato Freitas (PT) criticou a influência de “pseudo-influenciadores” na política nesta segunda-feira (16), durante audiência no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Segundo ele, a busca por visualizações e curtidas tem distorcido o processo democrático, elegendo figuras que se destacam apenas por serem vistas.

Para o deputado, a visibilidade nas redes sociais é alcançada por meio de “intriga, conflito, fofoca e fake news”, elementos que os algoritmos favorecem para gerar engajamento. Essa lógica, de acordo com ele, transforma visualizações em votos, o que seria um sintoma da “falência institucional representativa da democracia”.

O próprio Renato Freitas se considera um alvo preferencial dessa dinâmica. Para ele, a atenção que recebe se deve a uma campanha permanente e orquestrada de difamação por combater “poderes estabelecidos” no Paraná.

O parlamentar chamou de “antirrenatofreitismo” a aversão cultivada pela extrema-direita contra a sua imagem. “Muitas pessoas nem sabem o porquê, mas acabam não gostando da gente. E essas pessoas votam em qualquer um que falar que vai jogar uma pedra”, declarou, referindo-se a vereadores de extrema-direita presentes à sessão.

Renato Freitas vestia uma camiseta com o rosto do líder negro estadunidense e ativista dos direitos humanos Malcolm X (1925-1965) e citou o ativista para contextualizar sua crítica: “Se você não estiver atento, a mídia fará você amar o seu opressor e odiar o oprimido”.

Ele disse ainda que as redes sociais potencializaram essa inversão de valores “à enésima potência”, tornando o ambiente digital um campo fértil para a desinformação.

Absolvição

A audiência no Conselho de Ética foi realizada para tratar de dois processos. O primeiro refere-se a um incidente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em fevereiro de 2025. O segundo, sobre um protesto em um supermercado, ocorrido quatro meses depois, já foi arquivado pelo Ministério Público por falta de provas. Renato Freitas afirmou que as “filmagens e outras provas necessárias” juntadas aos autos garantirão sua absolvição.

Foto: Valdir Amaral
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