O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) confirmou, em entrevista, que irá disputar uma vaga na Câmara Federal. O anúncio foi feito nesta terça-feira (09) durante entrevista no canal Farol Brasil com o jornalista Mauro Lopes. Durante o diálogo, Renato também denunciou que foi ameaçado por um policial militar durante uma abordagem em janeiro deste ano.
“Me considero já um pré-candidato a deputado federal e a minha luta vai ser de vida e morte. Infelizmente”, lamentou. Ele contou ao jornalista que estava com mais dois amigos quando teve seu veículo abordado pela Polícia Militar do Paraná. A ação aconteceu na cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba.
Segundo Renato, os agentes da PM exigiram que os ocupantes do carro descessem. Ao cumprir o pedido, Renato se apresentou como deputado estadual. “Ninguém ta cometendo nenhum delito. Sou deputado estadual, vocês me respeitam, eu respeito vocês. Abaixa a arma, por favor”, disse.
Ao reconhecê-lo, um dos policiais afirmou: “Eu vou ser polícia pra sempre. Você não vai ser político pra sempre. Eu vou atrás de você”. O deputado relatou outras ameaças e que um dos amigos que o acompanhava foi levado até a delegacia sob acusação de desacato.
Renato tem uma trajetória política conhecida por denunciar casos de corrupção e a atuação letal da Polícia Militar do Paraná, que em 2025 assassinou 426 pessoas, segundo o Ministério da Justiça. O deputado é co-autor do projeto de lei que obriga o uso de câmeras corporais por agentes de segurança pública do estado.
Mais de uma ameaça
Na entrevista, Renato enfatizou que não é a primeira vez que sofre ameaças por parte de policiais.
Em abril de 2024, durante uma ação truculenta da Polícia Militar num acampamento do Movimento Sem Terra no município de Paula Freitas, os agentes anunciaram para os moradores que iriam matar o deputado Renato Freitas. O parlamentar é próximo dos movimentos que lutam pelo direito à moradia e participa de ações em diversas ocupações ao redor do Estado.
No mesmo mês, o deputado foi recebido pelo Ministério dos Direitos Humanos, denunciou as ameaças e formalizou um pedido de proteção.

“Eu sei que, um dia, quando a luz do poste apagar, eles virão como hienas famintas. E eu sei disso porque os inimigos que eu tenho colecionado na minha caminhada política – não por minha vontade, mas porque eles estão na contramão dos interesses do povo -, não estão acostumados a ouvirem não, a serem enfrentados”, constatou o parlamentar.
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